Os três representantes eleitos pelo Chega para a Assembleia Municipal da Figueira da Foz desfiliaram-se do partido e vão passar a exercer os respetivos mandatos como independentes.

João Saltão, Balbina Oliveira e António Sebastião justificam a decisão com divergências relacionadas com a atuação da estrutura partidária local.

Na origem da rutura está o processo envolvendo o presidente da Junta de Freguesia de Maiorca, Nuno Santos, e a pressão alegadamente exercida pelo partido para que fosse eliminada uma publicação nas redes sociais. Os três deputados municipais consideraram que essa mensagem constituía uma legítima defesa da honra e da dignidade política do autarca.

Os agora independentes afirmam não aceitar que o exercício dos mandatos para os quais foram democraticamente eleitos seja condicionado por orientações ou interesses partidários. Garantem que continuarão a fazer oposição de forma construtiva, colocando os interesses da população e do concelho acima das decisões internas do partido.

A saída conjunta representa um revés político para o Chega na Figueira da Foz, ainda que os três autarcas garantam, porém, que a passagem a independentes não significa o abandono dos princípios que os levaram a apresentar-se a eleições, mas sim a afirmação da sua liberdade e responsabilidade enquanto eleitos locais.