Angola poderá avançar com a criação de uma Bolsa de Diamantes e Metais Preciosos, destinada a aumentar a transparência das transações, melhorar a formação dos preços e valorizar os recursos minerais extraídos no país.
A iniciativa surge num momento em que o Executivo pretende desenvolver toda a cadeia de valor, promovendo a lapidação e outras atividades de transformação em território nacional. Em 2025, Angola produziu aproximadamente 15,19 milhões de quilates de diamantes, mais 8% do que no ano anterior.
O projeto foi analisado juntamente com a futura Cidade do Diamante, o desenvolvimento da cartografia geológica e os planos para diversificar a exploração mineira. Estão também em preparação projetos de ouro, nióbio e terras raras.
No sector do quartzo, o país estuda formas de estimular o aparecimento de fábricas e a produção de polissilício e painéis solares, reduzindo a exportação de matéria-prima sem transformação.
Uma bolsa organizada poderá tornar as operações mais rastreáveis e atrair investidores, mas exigirá regras rigorosas, avaliação independente das pedras e mecanismos eficazes de fiscalização.
O objetivo estratégico é claro: Angola quer deixar de ser apenas produtora e exportadora de recursos brutos para passar a captar uma parcela maior do valor criado pelos seus diamantes e metais preciosos.

















