A Venezuela vive uma profunda mudança política e económica depois da captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas e da chegada de Delcy Rodríguez à Presidência interina. O novo poder mantém a estrutura chavista, mas aceitou um acordo que concede a Washington uma influência sem precedentes sobre as finanças e o petróleo do país.
Ao abrigo do entendimento, os Estados Unidos recebem as receitas da maioria das exportações petrolíferas venezuelanas e libertam progressivamente o dinheiro através do sistema bancário de Caracas. Em troca, Rodríguez permanece no poder e beneficia do regresso de empresas e investimento norte-americanos.
A Chevron poderá ser acompanhada pela ExxonMobil, ConocoPhillips e Halliburton. Responsáveis dos dois países estão a negociar mais de 30 acordos para o sector energético, enquanto as ligações aéreas entre os Estados Unidos e a Venezuela foram retomadas.
A oposição acusa Rodríguez de trocar soberania por sobrevivência política. María Corina Machado sustenta que a Presidente interina está disposta a ceder às exigências norte-americanas. Embora as lojas tenham mais produtos e os campos petrolíferos revelem sinais de recuperação, continuam por realizar reformas democráticas e eleições livres.

















