As urgências do Serviço Nacional de Saúde (SNS) continuam sob forte pressão. Ao início da tarde desta quarta-feira, os hospitais e Serviços de Urgência Básica (SUB) tinham quase quatro mil utentes, dos quais cerca de 1100 aguardavam pela primeira observação médica e mais de 2800 já estavam em tratamento.
Entre os doentes em observação, 1528 tinham sido classificados com pulseira amarela, correspondente a casos urgentes, e mais de 600 com pulseira laranja, destinada a situações muito urgentes.
Os maiores tempos de espera registavam-se no Hospital Amadora-Sintra, onde os doentes urgentes chegavam a aguardar seis horas e sete minutos, e no Hospital Garcia de Orta, em Almada, com cinco horas e 56 minutos para os casos pouco urgentes. Em 23 serviços, os doentes urgentes esperavam mais de uma hora acima do tempo recomendado.
Os Hospitais da Universidade de Coimbra concentravam o maior número de utentes, 167, seguidos pelo Hospital de Leiria, com 156. A situação também é particularmente exigente no Algarve. Pelas 15:00, as seis urgências da região tinham mais de 320 pessoas à espera ou em tratamento. Loulé contabilizava 53 utentes, Vila Real de Santo António 31 e Albufeira 28.
A pressão aumentou significativamente durante agosto: entre os dias 1 e 24, as urgências algarvias receberam, em média, 851 episódios por dia, contra 793 em julho e 710 em junho.
Entretanto, mantém-se, para já, a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar do INEM, marcada para 14 e 28 de setembro, apesar da aproximação de posições nas negociações com o Ministério da Saúde.

















