A ex-ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que faz amanhã, quarta-feira, 69 anos, reconheceu uma "perda de autoridade", que levou à sua demissão, em fevereiro. Admitiu que lhe "escaparam" os incêndios no verão e as tempestades que assolaram o País em janeiro.
"Eu tinha advertido, logo de início, que não continuaria se entendesse que não dispunha mais de autoridade. Foi o caso", afirmou Maria Lúcia Amaral, no podcast 'Ponto de Interrogação', da RTP Antena 1. "A partir do momento em que sentisse que não dispunha de autoridade para concretizar o que pensava dever ser concretizado eu não continuaria", realçou. A ex-ministra apresentou a demissão a 10 de fevereiro, cerca de oito meses depois de ter assumido o cargo, e após uma onda de críticas à sua gestão da depressão Kristin.
Tanto no caso dos incêndios do verão passado como nas tempestades de janeiro e fevereiro, a ex-ministra assume a falta de meios para gerir adequadamente os fenómenos: "Não tinha meios, em toda a dimensão da palavra." Explicou que se referia aos "conhecimentos técnicos, ao domínio do terreno, ao conhecimento exato das pessoas, das corporações, até à sua ínfima particularidade, que estão no terreno, para reagir imediatamente com a velocidade que se requeria ao contingente, ao imprevisível".
Na mesma entrevista à rádio pública, Maria Lúcia Amaral reconheceu: "Foram dois acontecimentos que me escaparam, digamos assim, na dimensão total do termo, pela sua contingência, pela sua imprevisibilidade, pela sua dimensão."
Depois da demissão, recorde-se, o cargo foi assumido por Luís Neves, ex-diretor nacional da Polícia Judiciária.
















