A investigação sobre os alertas falsos enviados para milhões de brasileiros aponta que os disparos partiram de contas ligadas a agentes da Defesa Civil do Pará. Segundo documentos enviados à Polícia Federal, pelo menos duas credenciais autorizadas da instituição foram utilizadas para acessar o sistema oficial de envio de mensagens de emergência.

De acordo com as investigações, os invasores conseguiram entrar no Interface de Divulgação de Alertas Públicos (IDAP), plataforma administrada pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD). O sistema é utilizado por estados e municípios para enviar alertas oficiais à população em situações de risco.

As mensagens falsas começaram a ser disparadas durante a madrugada e chegaram a utilizadores de diferentes estados do país. Mesmo após o bloqueio de uma das contas comprometidas, novos alertas continuaram a ser enviados através de outra credencial, o que levou as autoridades a suspeitarem de uma ação coordenada.

Após identificar a invasão, o Governo Federal retirou do ar toda a plataforma nacional de alertas da Defesa Civil às 01:30 da madrugada para conter o problema e permitir a análise técnica do incidente. A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do ataque hacker e identificar os responsáveis.

As investigações também procuram esclarecer como utilizadores com autorização restrita ao estado do Pará conseguiram enviar mensagens para diversas regiões do Brasil, expondo possíveis falhas de segurança no sistema nacional de alertas.

Foto: Metrópoles