Portugal reforçou a liderança no mercado brasileiro de azeite. O País é atualmente responsável por 62% das importações brasileiras, com as vendas de azeite nacional a crescerem mais de 20% face à campanha anterior.
O Brasil está cada vez mais interessado no azeite e tornou-se num dos principais mercados importadores a nível mundial. Entre outubro de 2025 e março de 2026, as importações brasileiras aumentaram 40%, num sinal claro do crescimento da procura.
Portugal surge na frente dos fornecedores, com uma quota de 62% das importações brasileiras e um aumento superior a 20% nas vendas. A categoria de azeite virgem representa cerca de 85% do total importado pelo País.
O crescimento acontece num momento em que o consumo de azeite está a aumentar em várias partes do mundo. Estados Unidos, Canadá e Brasil estão entre os mercados onde a procura tem crescido, enquanto países asiáticos, como o Japão, a China, a Coreia do Sul e Taiwan, também começam a consumir cada vez mais este produto.
Ao mesmo tempo, a produção mundial atingiu um máximo histórico na campanha de 2024/25, ultrapassando os 3,5 milhões de toneladas, um crescimento de 37% face à campanha anterior. Para 2025/26, a previsão aponta para uma produção ligeiramente inferior, de cerca de 3,4 milhões de toneladas.
As alterações climáticas continuam, no entanto, a ser um dos principais desafios para o setor. Segundo Jaime Lillo, presidente do Conselho Oleícola Internacional, a produção depende fortemente das condições meteorológicas e a subida da procura mundial tem acontecido ao mesmo tempo que existem dificuldades na produção.
O responsável rejeita ainda a ideia de que o azeite seja simplesmente demasiado caro. Na sua perspetiva, os preços refletem a relação entre a oferta e a procura e devem também ser analisados tendo em conta o valor e a qualidade do produto.
Portugal destaca-se também pela qualidade da produção. Jaime Lillo considera que o país está entre os melhores a nível internacional em qualidade, sustentabilidade, inovação e competitividade. O responsável destaca ainda a disponibilidade de água e o investimento feito no setor como fatores importantes para o crescimento da olivicultura portuguesa.
A tendência internacional é de crescimento tanto da produção como do consumo. O presidente do COI acredita que a produção mundial poderá chegar aos quatro milhões de toneladas nos próximos anos, embora com oscilações provocadas pelas alterações climáticas.

















