O Boavista recebeu autorização judicial para reabrir as instalações e retomar a atividade, depois de o Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia ter deferido o pedido apresentado pelo clube.

A decisão representa um passo decisivo para os axadrezados, que atravessam um processo de insolvência e tinham sido obrigados a encerrar a atividade no Estádio do Bessa e espaços adjacentes.

O encerramento tinha sido comunicado pela administradora de insolvência, Maria Clarisse Barros, em 15 de julho, depois de o Boavista não ter depositado na conta da massa insolvente a verba necessária para assegurar as despesas correntes de junho, estimadas em 48.580 euros. A medida afetava cerca de 1.500 atletas de 31 modalidades.

A mobilização de sócios e adeptos foi determinante para alterar o cenário. Nas últimas semanas, o movimento 'Salvar o Boavista' angariou mais de 90 mil euros, verba destinada a criar condições para a retoma da atividade.

A autorização do tribunal, porém, está sujeita a condições rigorosas. O Boavista terá de assegurar regularmente as despesas mensais até ao final da época 2026/27, depositando até ao dia 8 de cada mês o montante estimado e apresentando comprovativo até ao dia 10, acompanhado de um relatório financeiro simplificado sobre donativos e receitas correntes.

Caso estas obrigações não sejam cumpridas e sejam acumuladas novas dívidas, a autorização será imediatamente anulada, podendo a administradora de insolvência determinar novo encerramento sem necessidade de outra decisão judicial. O clube garante que já trabalha com Maria Clarisse Barros para definir os procedimentos da reabertura e encara esta fase com “responsabilidade, serenidade e determinação”.