A Justiça brasileira decretou a prisão temporária do vereador do Partido dos Trabalhadores (PT) Senival Moura, no âmbito de uma investigação que apura um alegado esquema de branqueamento de capitais ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do Brasil. Foi ainda determinada a intervenção judicial na empresa de transportes Transunião, apontada pelas autoridades como parte da estrutura financeira do grupo.

No Brasil, um vereador é um representante eleito para a Câmara Municipal, equivalente a um deputado municipal, responsável por aprovar leis locais, fiscalizar a atuação do presidente da câmara (prefeito) e representar os interesses da população no município.

Segundo a investigação, Senival Moura teria movimentado cerca de 1,38 milhões de euros (8,6 milhões de reais) entre 2019 e 2022, além de aproximadamente 370 mil euros sem origem comprovada. As autoridades também bloquearam bens e contas avaliados em cerca de 31 milhões de euros.

A Polícia Civil alega ainda que o vereador terá desviado dinheiro da própria organização criminosa. De acordo com os investigadores, esse alegado desvio gerou um conflito com membros do PCC e Senival Moura só não terá sido assassinado depois de um acordo celebrado com a facção. A defesa do autarca rejeita todas as acusações e afirma que o vereador é inocente.