Uma empresa portuguesa com sede na região de Lisboa está entre as entidades sancionadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por alegadas ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior organização criminosa do Brasil. As sanções, anunciadas pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC), visam uma rede acusada de utilizar o sistema financeiro internacional para branquear capitais provenientes do narcotráfico.
A empresa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda é apontada pelas autoridades norte-americanas como sendo controlada por Victor Henrique de Oliveira Shimada, identificado como um dos principais operadores financeiros do PCC. Segundo o Tesouro, Shimada terá branqueado mais de 30 milhões de dólares com recurso a empresas de fachada e transações em criptomoedas, canalizando fundos ilícitos entre os Estados Unidos e o Brasil.
Além da empresa portuguesa, foram também sancionados Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e três empresas brasileiras. Com esta decisão, todos os bens e ativos dos visados sob jurisdição norte-americana ficam congelados, sendo igualmente proibidas quaisquer transações com cidadãos ou entidades dos EUA.
O Departamento do Tesouro sublinha que a operação resulta de uma investigação conjunta com o FBI e o Departamento de Justiça, enquadrada no combate às redes internacionais de branqueamento de capitais ligadas ao crime organizado transnacional.

















