O Ministério da Saúde do Brasil anunciou a suspensão temporária e preventiva da administração da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após o sistema de farmacovigilância ter detetado 42 episódios de reações adversas graves em cerca de 500 mil doses aplicadas desde janeiro. Entre os casos monitorizados, três pessoas necessitaram de internamento hospitalar e registaram-se dois óbitos.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sublinhou que a interrupção é uma medida de extrema cautela e que ainda não é possível estabelecer uma relação de causa e efeito entre o imunizante e as mortes. O objetivo da suspensão é permitir que as autoridades de saúde e os cientistas aprofundem as investigações sobre os sinais de alerta detetados, alguns dos quais não tinham surgido durante os ensaios clínicos.

A paralisação afeta exclusivamente o lote de vacinas de dose única do Butantan, direcionado a profissionais de saúde e a faixas etárias específicas de municípios selecionados. A campanha nacional de vacinação para crianças e adolescentes, dos 10 aos 14 anos, que utiliza o imunizante importado Qdenga, continua a decorrer sem qualquer alteração no país.