A greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar do INEM vai manter-se, apesar de a direção do instituto ter aceitado várias reivindicações apresentadas pelo sindicato. O protesto, que abrange 556 trabalhadores, ameaça afetar o funcionamento dos meios de socorro e das ambulâncias de emergência médica.
Entre os avanços alcançados estão matérias relacionadas com horários, organização do trabalho, formação e valorização das funções desempenhadas. O sindicato considera, no entanto, que continuam por resolver questões essenciais, nomeadamente a integração numa carreira especial, o reconhecimento da penosidade e do risco e a atualização remuneratória.
A paralisação surge num contexto de forte contestação interna e de dificuldades operacionais no socorro pré-hospitalar. Os trabalhadores afirmam que a falta de pessoal e a pressão sobre as equipas colocam em causa a capacidade de resposta, sobretudo nos períodos de maior procura.
O INEM sustenta que procurou aproximar posições e apresentou soluções para grande parte das reivindicações. O sindicato entende que essas propostas são insuficientes e exige compromissos concretos, com prazos definidos. Sem acordo, mantém-se o risco de constrangimentos num serviço essencial para a assistência urgente à população.

















