O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Carlos Cabreiro, garante ter condições para continuar à frente da instituição, apesar de estar a ser investigado pelo Ministério Público, por suspeitas de falsidade de testemunho agravada e abuso de poder. O inquérito está relacionado com declarações prestadas no âmbito do processo Football Leaks e, até ao momento, não tem arguidos constituídos.
“Estou em condições de me manter no cargo e tenho a firme convicção daquilo que tenho de fazer na Polícia Judiciária”, afirmou Carlos Cabreiro, esta quinta-feira, dia 1, à margem de uma aula sobre integridade e prevenção da corrupção numa escola de Lisboa.
O caso ganhou dimensão depois das buscas realizadas pelo Ministério Público, em 23 de setembro, em instalações da PJ, incluindo o gabinete do próprio diretor nacional. As diligências procuraram recolher provas que permitam confirmar ou afastar os factos descritos numa denúncia relacionada com alegadas escutas ambientais não autorizadas durante a investigação do Football Leaks.
Cabreiro remeteu para “sede própria” as explicações sobre as suspeitas e garantiu sentir a confiança do Ministério da Justiça. Mostrou-se ainda disponível para comparecer no Parlamento: “Irei prestar todos os esclarecimentos que forem necessários.”
A Assembleia da República, recorde-se, aprovou uma audição urgente da ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, sobre as buscas.
Carlos Cabreiro dirige a PJ desde abril. Em 2015, quando ocorreram as diligências agora sob investigação, era coordenador da Secção de Investigação da Criminalidade Informática da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo.

















