A Casa Branca voltou a impedir a CNN de integrar a comitiva de jornalistas que acompanha Donald Trump, de 80 anos. A estação norte-americana estava escalada para fazer a cobertura da deslocação do Presidente dos Estados Unidos ao Texas e a Oklahoma, esta quinta-feira, dia 1, mas acabou por ser retirada da lista.

A nova exclusão acontece poucos dias depois de um juiz federal ter travado temporariamente as restrições impostas pela administração Trump à CNN, à Politico e à MS Now. A decisão judicial, válida até ao dia 8 de outubro, determinou que os órgãos de comunicação voltassem a ter acesso à Casa Branca. Ainda assim, esta não é a primeira vez desde então que a CNN fica de fora: no último fim de semana, também foi impedida de acompanhar Trump no Air Force One numa viagem ao Tennessee.

A estação fazia parte da rotação de jornalistas que acompanha o Presidente norte-americano e que assegura a cobertura em representação dos restantes meios de comunicação. A CNN confirmou que foi retirada da viagem, enquanto Theodore Boutrous, advogado que representa a estação, a Politico e a MS Now na disputa judicial, acusou a Casa Branca de continuar a aplicar as restrições de forma "imprevisível e inconsistente".

A tensão entre Trump e vários órgãos de comunicação social tem aumentado nas últimas semanas. Numa entrevista à Time, o Presidente voltou a afirmar que acredita numa imprensa "honesta", mas renovou as críticas aos meios que acusa de divulgar "fake news". Trump atacou ainda Timothy Kelly, o juiz responsável por travar temporariamente as restrições, classificando-o como "muito anti-Trump", apesar de ter sido nomeado pelo próprio durante o primeiro mandato.