Há algo profundamente humano na forma como fechamos a porta das nossas casas antes de partirmos para férias. Aquele último olhar para trás, a mão na maçaneta a confirmar que está trancada, o pequeno ritual de verificar o gás. Depois, o alívio. Durante uns dias, a casa descansa connosco. Mas será que descansa mesmo?
O problema é que a ausência prolongada transforma aquilo que para nós é algo íntimo e familiar num alvo mais vulnerável. Uma habitação vazia acaba assim por se transformar num convite para que pequenos imprevistos se transformem em grandes dores de cabeça.
Imagine que está a apanhar sol no Algarve ou a explorar uma cidade europeia. De repente, recebe uma chamada do vizinho: "Houve uma fuga de água, está a escorrer pela porta." Ou, pior, chega a casa e encontra um quadro elétrico danificado, marcas de arrombamento ou estragos causados por uma tempestade que nem viu chegar. A impotência é imediata. Se não estava lá para evitar, como pode resolver?
É aqui que o seguro multirriscos habitação surge como uma necessidade prática e não um luxo. Muitos encaram-no como uma despesa ou uma formalidade. Porém, a utilidade não se mede pela frequência com que se aciona, mas antes pela gravidade do problema que pode evitar ou minorar.
O que poucos consideram é que, durante as férias, a probabilidade de certos sinistros até aumenta. Fugas de água que passam despercebidas durante dias, curto-circuitos em eletrodomésticos em "standby", canos que rebentam com a pressão são situações mais comuns com que parece. Além disso, há o fator humano: casas visivelmente vazias tornam-se alvos mais apetecíveis para os amigos do alheio.
A prevenção começa antes de sair. Fechar a torneira geral, baixar o quadro elétrico deixando apenas o indispensável, não deixar objetos de valor à vista, pedir a um vizinho para recolher a correspondência, programar temporizadores para luzes — são gestos simples que fazem toda a diferença. Mas mesmo com todos esses cuidados, o imprevisível permanece. E é para ele que existe o seguro.
Uma perceção errada é acreditar que o seguro serve apenas para grandes catástrofes. A verdade, e esta será uma das ideias que um profissional da SABSEG o ajudará a compreender melhor, é que a proteção vai muito além disso. Um cano que rebenta, um eletrodoméstico que avaria e danifica a cozinha, danos elétricos que queimam sistemas — tudo pode estar coberto, se devidamente enquadrado. O diabo está nos detalhes da apólice, mas também na forma como nos preparamos.
Outra ideia errada: "não vale a pena porque o seguro não cobre tudo." Nenhum seguro cobre tudo. Mas isso não significa que não valha. Significa que mais vale saber o que está coberto do que descobrir quando já é tarde. Daí a importância de rever as condições antes de fechar a porta.
É aqui que o papel de um corretor se torna valioso. Alguém que conhece o mercado e o ajuda a perceber o que realmente precisa. A SABSEG assume essa função de ponte entre o que o cliente imagina que tem e o que efetivamente está protegido. Numa altura em que a oferta é vasta e as letras pequenas são esquecidas, ter quem o acompanhe faz a diferença entre uma viagem descansada e uma viagem com a preocupação no bolso.
Portanto, vá de férias com a consciência tranquila. Mas, antes de fechar a porta, faça a sua checklist, confirme o essencial e, se possível, reveja o seu seguro com quem percebe do assunto. O descanso mental é o melhor ‘souvenir’ que pode transportar consigo.

















