Setembro é, para muitas famílias, um mês de novos começos. O fim das férias devolve a rotina – os horários, as atividades, as refeições planeadas. É também o mês em que a carteira sente o peso do novo ano letivo. No meio disto, há um hábito que raramente consta da lista de tarefas: a revisão dos seguros de Vida e Saúde.

É compreensível. A ideia de um seguro de Vida associa-se a um pensamento longínquo, um “mal necessário” que se contrata e guarda numa gaveta. No caso da Saúde, a perceção não é diferente: enquanto não precisamos, parece apenas um custo mensal. Assim, ano após ano, deixamos a apólice renovar-se automaticamente, como se a nossa vida tivesse permanecido exatamente a mesma. Mas será que ficou?

Pense na sua família. Quantas coisas mudaram no último ano? Os filhos cresceram e as necessidades de saúde tornaram-se outras – um adolescente pode precisar de acompanhamento ortopédico, uma criança pode ter novas alergias. A sua vida profissional mudou? A sua estrutura familiar também? Um novo membro, uma nova casa, um novo emprego com novas exigências. Estes não são detalhes menores. São, na verdade, os motores que deviam accionar uma revisão periódica dos seus seguros.

Porque um seguro não é um monumento estático, mas antes um instrumento vivo que deve adaptar-se à nossa realidade. Manter as mesmas coberturas de há cinco anos pode significar, hoje, proteção a menos ou simplesmente estar a pagar por algo que já não faz sentido.

Um erro comum é olhar para o seguro de Vida como uma proteção apenas para os outros, caso faltemos. Esquecemo-nos de que, em vida, estes instrumentos podem ser preciosos. O mesmo se aplica ao seguro de Saúde: as carências, as franquias, a rede de prestadores e os plafonds devem ser analisados com regularidade, e não apenas quando se está doente e se descobre que algo não está coberto.

A verdade é que, quando chega o momento de utilizar o seguro, já não há tempo para ajustar o que ficou para trás. É aí que a frustração se instala. A pergunta “porque é que não sabia disto?” podia ser evitada com um simples hábito: a revisão anual.

E é aqui que o acompanhamento certo faz a diferença. Perceber se a apólice está atualizada não é apenas uma questão de ler o contrato; é uma questão de interpretar as mudanças na sua vida e encontrar as melhores soluções para cada fase. Um corretor não está ali apenas para vender, mas para ajudar a navegar nestas decisões, confirmar se a proteção que contratou continua a ser a mais indicada para a sua família. É um apoio que muitas vezes só se valoriza quando a incerteza bate à porta. Por isso, a SABSEG sublinha a importância de uma revisão periódica, feita com quem conhece o mercado e as especificidades de cada situação, para que o regresso a setembro seja feito com a segurança de que a sua proteção também voltou, atualizada, para o novo ano que aí vem.