A China vai "abrir-se cada vez mais" a negócios com empresas norte-americanas, afirmou o presidente chinês, Xi Jinping, durante uma reunião com 17 líderes empresariais, que acompanham o presidente norte-americano, Donald Trump, na visita ao país. O interesse em aprofundar as operações económicas foi mútuo.

O encontro integra o conjunto de compromissos de Trump durante a visita diplomática a Pequim. O chefe de Estado levou consigo empresários como Elon Musk, o homem mais rico do mundo e dono da Tesla e SpaceX, Jensen Huang, presidente da fabricante de chips Nvidia, e Tim Cook, CEO da Apple.

“A China acolhe com agrado uma cooperação mais forte e mutuamente benéfica com os Estados Unidos e acredita que as empresas americanas terão perspetivas ainda mais amplas na China”, afirmou o líder chinês. Os CEO's frisaram que dão "grande importância" ao mercado chinês. Trump sublinhou que tem os "melhores empresários do mundo", motivo pelo qual quis "prestar homenagem" ao presidente chinês e à China.

Xi Jinping mostrou-se interessado em alargar a cooperação nas áreas da economia e do comércio, saúde, agricultura, turismo e aplicação da lei. Os chefes de Estado terão também discutido um possível acordo tripartido de armas nucleares entre EUA, China e Rússia.

Irão "jamais" poderá ter armas nucleares

Ambas as potências estão de acordo quanto à guerra no Irão: o Estreito de Ormuz deve ser e permanecer aberto e Teerão nunca poderá possuir armas nucleares.

Os EUA têm vindo a fazer pressão sob a China, para que tenha um papel mais ativo na resolução do conflito, devido às suas ligações ao Irão. A nível económico, os EUA têm aplicado sanções a empresas chinesas, mas o país tem resistido. Ainda esta segunda-feira, 11, os EUA anunciaram sanções contra três pessoas e nove empresas, entre elas quatro com sede em Hong Kong e quatro nos Emirados Árabes Unidos.

"Relação bilateral EUA-China é a mais importante do mundo"

Depois das conversações, seguiu-se o banquete de Estado. À semelhança do que foi referido na reunião desta manhã, Xi Jinping reforçou que a "relação bilateral EUA-China é a mais importante do mundo".

"Devemos fazer com que funcione e nunca estragar tudo. Tanto a China como os EUA têm a ganhar com a cooperação e a perder com o confronto. Os nossos dois países devem ser parceiros em vez de rivais", salientou. O “rejuvenescimento da China” e “tornar a América grande outra vez" (do slogan republicano, Make America Great Again) são dois objetivos que podem concretizar-se juntos, acredita o líder chinês.

Trump convidou o homólogo chinês a visitar a Casa Branca a 24 de setembro e sublinhou os valores comuns de ambos os países. "Valorizamos o trabalho árduo, a coragem e as conquistas, amamos as nossas famílias e amamos os nossos países. Juntos, temos a oportunidade de utilizar estes valores para criar um futuro de maior prosperidade, cooperação, felicidade e paz para os nossos filhos”, rematou.