Os violentos sismos que atingiram a Venezuela, esta madrugada, já provocaram, pelo menos, 164 mortos e centenas de feridos, quase mil. Entre as vítimas mortais está um cidadão português, confirma o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Segundo as autoridades, o homem foi retirado com vida dos escombros, após o colapso de um edifício, mas acabou por não resistir aos ferimentos, morrendo durante o transporte para o hospital.

Os dois abalos, de magnitude 7,1 e 7,5 na escala de Richter, foram sentidos em todo o território venezuelano com apenas 39 segundos de intervalo, provocando o desabamento de prédios, danos significativos em infraestruturas e o pânico entre a população.

Milhares de pessoas passaram a noite nas ruas, receando novas réplicas, enquanto várias zonas do país continuam sem eletricidade e com falhas nas comunicações telefónicas e de Internet.

As equipas de emergência prosseguem as operações de busca e salvamento entre os escombros, numa corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes. As autoridades admitem que o número de vítimas poderá aumentar nas próximas horas, à medida que chegam informações das regiões mais afetadas.

A confirmação da morte do cidadão português aumenta a preocupação da comunidade lusa na Venezuela, uma das maiores fora de Portugal, enquanto o Governo acompanha a evolução da situação no terreno.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, já tinha admitido, esta manhã, que "infelizmente", poderíamos vir a ter "algumas más notícias" à medida que as horas passam, "porque a projeção dos especialistas é que podemos chegar aos milhares de mortos": "E, se for assim, a probabilidade de haver pessoas com ligação a Portugal é maior."