O ministro da Administração Interna, Luís Neves, de 60 anos, assegurou esta segunda-feira, 10, que o Governo está a preparar a resposta para o aumento do perigo de incêndio rural esperado nos próximos dias, reforçando meios e articulação entre as várias estruturas envolvidas.
“Estamos muito focados em termos de meios, em termos de organização, em termos de coordenação, para fazer face a essas condições”, afirmou o governante aos jornalistas, em Gouveia, onde marcou presença nas comemorações do Dia do Município.
Luís Neves admitiu ainda que poderão ser adotadas medidas extraordinárias caso a evolução da situação assim o exija. “Se necessário for” serão tomadas “medidas de exceção”, como declarar calamidade ou pedir ajuda internacional, referiu.
O ministro recordou também a mobilização registada nos incêndios de Vouzela e de Trás-os-Montes, sublinhando a importância da cooperação entre diferentes regiões do País: “Nestes dois grandes incêndios de Vouzela e de Trás-os-Montes vieram bombeiros e organizações de todo o país para poder dar essa ajuda.”
Para Luís Neves, o combate aos fogos não pode ser encarado apenas nos meses de maior calor, defendendo uma aposta contínua na prevenção ao longo de todo o ano.
O governante acrescentou ainda que, tal como tem defendido o Presidente da República, António José Seguro (64) na resposta aos incêndios “não pode haver condomínios e todas as estruturas têm de trabalhar de forma conjunta”. Luís Neves reconheceu, no entanto, que existem hábitos antigos e dificuldades estruturais que não se alteram rapidamente.
O ministro explicou que existem “comportamentos de muitas décadas que não são fáceis de corrigir” e insistiu na necessidade de garantir um trabalho permanente de prevenção.
Segundo o governante, até 2017 “80% das verbas eram gastas só no combate”, uma realidade que, garante, está a ser alterada através de uma maior aposta na prevenção.
Este Governo, acrescentou, está a investir “definitivamente na prevenção, na limpeza, nas queimas e queimadas controladas e no ordenamento do território”.
Luís Neves chamou, por fim, a atenção para os problemas relacionados com a identificação dos proprietários de terrenos, sobretudo no centro e norte do País: "Ainda há muita propriedade, sobretudo a partir da Lezíria do Tejo para cima, de que não conhecemos os proprietários e isso não é possível.”

















