O PCP vai obrigar o Governo a responder no Parlamento sobre o que classifica como “agravamento das condições de vida” dos portugueses. A interpelação está marcada para dia 16 e terá como temas centrais o custo de vida, a habitação, a saúde e a educação. A agenda oficial da Assembleia da República confirma para esse dia uma interpelação ao Executivo da AD requerida pelos comunistas.
O anúncio foi feito esta sexta-feira, 2, por Paulo Raimundo, no encerramento das jornadas parlamentares do PCP, que decorreram durante dois dias em Lisboa e foram dedicadas aos direitos das crianças e das famílias.
“Não nos resignamos, não desistimos”, afirmou o secretário-geral comunista, anunciando que o partido irá confrontar o Governo, liderado por Luís Montenegro, com aquilo que considera serem as consequências da sua política. Segundo Raimundo, está em causa a “negação de direitos fundamentais” em áreas como a habitação, saúde e educação.
O líder do PCP colocou ainda no centro da ofensiva política o aumento do custo de vida, defendendo que o Executivo tem a obrigação de adotar medidas para proteger quem vive e trabalha em Portugal, as empresas e o aparelho produtivo. Para os comunistas, essas respostas não serão garantidas por um Orçamento do Estado que acusam de estar “ao serviço do grande capital”.
A interpelação permitirá ao PCP chamar formalmente membros do Governo ao plenário e antecederá a discussão do Orçamento do Estado para 2027. O debate está agendado para as 10:00 e terá uma duração prevista de 145 minutos, com intervenções do Executivo e de todos os partidos com representação parlamentar.
Paulo Raimundo endureceu ainda o discurso: “O PCP não aceita nem se conforma com esta realidade”, prometendo aumentar a pressão política sobre o Governo.

















