Luís Neves garantiu este domingo, dia 1, que o seu cargo está permanentemente à disposição de Luís Montenegro, numa altura em que aumenta a contestação à atuação policial nas manifestações pelo direito à habitação, em Lisboa e no Porto, que provocaram dezenas de feridos e 13 detenções.

"O meu lugar está permanentemente à disponibilidade do senhor primeiro-ministro", afirmou o ministro da Administração Interna, na Marinha Grande, distrito de Leiria, à margem das comemorações do 127.º aniversário dos bombeiros locais.

Questionado sobre a exigência do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, de ser ouvido urgentemente no Parlamento, Luís Neves respondeu: "Tem todo o direito, toda a legitimidade saudável de auscultar, seja quem for, neste caso a minha pessoa."

O ministro reagiu também à intenção do advogado Ricardo Sá Fernandes de apresentar uma participação criminal contra si e contra o diretor nacional da PSP, na sequência das cargas policiais da madrugada de domingo. "Estou disponível permanentemente para prestar os esclarecimentos às autoridades do Estado, seja no parlamento, seja no poder judicial."

Perante vários jornalistas, horas depois de mais duas cargas policiais no Porto sobre manifestantes, o antigo diretor da PJ, deixou uma garantia: "Estou muito tranquilo relativamente àquilo que é feito."

Luís Neves defendeu ainda a autonomia técnica da PSP e reiterou a confiança na instituição, embora reconhecendo que "ninguém gostaria que isto tivesse sucedido". Sobre o agente à paisana que exibiu uma arma de fogo durante os confrontos no Porto, afirmou que a sua utilização terá de ser justificada.

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