Paulo Raimundo acusou esta terça-feira, dia 27, o Governo de Luís Montenegro de alimentar a especulação imobiliária e exigiu a retirada daquilo que classificou como a "lei dos despejos e do aumento das rendas".
Num debate marcado pela tensão em torno das recentes manifestações em Lisboa e no Porto, o secretário-geral do PCP deixou um aviso: "O problema da habitação não se resolve com mais apoios à especulação e muito menos à bastonada."
Durante o debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, na Assembleia da República, o líder comunista considerou que o País enfrenta uma grave crise habitacional que as políticas do Executivo "não só não enfrentam como alimentam": "Quem luta e se manifesta quer respostas, não quer violência"
Luís Montenegro rejeitou as acusações e garantiu que o Governo não pretende facilitar os despejos, .mas acelerar a resolução dos processos judiciais. "Não estamos a promover nenhuma facilitação dos despejos, estamos a querer promover maior celeridade na resolução dos litígios para que haja mais confiança no mercado e mais casas disponíveis", assegurou o primeiro-ministro, defendendo que o aumento da oferta poderá contribuir para baixar as rendas.
Paulo Raimundo criticou ainda as prioridades orçamentais do Executivo, afirmando que "coragem não é cortar na habitação e aumentar as garantias à banca", nem "cortar no ensino superior e procurar aumentar as propinas".
Montenegro contrapôs que o Orçamento prevê um reforço de cerca de 30 milhões de euros na ação social do ensino superior, destinado a apoiar os estudantes com dificuldades financeiras.

















