O Governo estuda a entrada do Estado no capital do Millenniumbcp, através de uma participação minoritária que poderá ir até 5 por cento, noticia a edição de hoje do Expresso, sendo que a operação poderá surgir com a eventual venda de ações pela chinesa Fosun, que detém 20,45% do banco.

Segundo aquele semanário, o Executivo de Luís Montenegro considera o BCP um ativo estratégico para a economia portuguesa e pretende evitar que a posição da Fosun passe para bancos ou entidades espanholas, reforçando o peso estrangeiro na banca nacional.

A hipótese surge depois da polémica compra de 13,7 por cento da REN pelo Estado, por €390 milhões, embora tudo indique que no BCP a participação em análise seria mais reduzida. O banco tem uma dispersão significativa em Bolsa e conta com dois grandes acionistas: a angolana Sonangol, com 19,90 por cento e a Fosun.

O grupo chinês admite avaliar oportunidades, mas garante que não existe atualmente um processo organizado para alienar a sua participação sendo que BCP é Ministerio das Finanças nao queiram comentar essa hipótese.

A operação enquadra-se na intenção anunciada pelo Governo de investir em empresas estratégicas rentáveis. Em junho, Montenegro apresentou a criação de um fundo soberano para gerir participações minoritárias do Estado através do IGCP, estrutura que ainda não foi criada.