José Luís Carneiro acusou este domingo, dia 16, o Governo de Luís Montenegro de estar “sem rumo” e criticou o primeiro-ministro por ter adotado um discurso de “auto-justificação” e “censura” na Festa do Pontal, na sexta-feira.
Na rentrée política socialista, em Olhão, no Algarve, o secretário-geral do PS contestou as críticas dirigidas ao escrutínio da atuação do Executivo e recordou que, em 2025, o jornalismo também foi alvo de reparos no comício da AD. O líder do PS defendeu a importância de um jornalismo “livre, plural e independente” enquanto garantia da qualidade democrática.
O socialista apontou ainda falhas na resposta do Governo às crises registadas no País, incluindo as tempestades do início do ano, e criticou a digitalização dos exames nacionais do Ensino Secundário, que, sustentou, criou “uma crise de imprevisibilidade” com impacto nos alunos e nas famílias.
Carneiro exigiu também esclarecimentos sobre a decisão anunciada por Montenegro de o Estado adquirir 13,7% da REN, questionando se essa participação permitirá ao Estado intervir nas opções estratégicas da empresa.
O secretário-geral socialista abordou ainda o negócio entre a Moeve e a Galp, defendendo que Montenegro deve esclarecer que garantias existem para preservar o papel de Portugal na única refinaria do País.
Perante este cenário, Carneiro considerou que “este País está sem rumo” e desafiou o primeiro-ministro a apresentar uma proposta de Orçamento do Estado “competente” e capaz de responder aos problemas dos portugueses.

















