O Ministério das Finanças confirmou este sábado que a compra de 13,7% da REN pelo Estado envolveu entidades externas à Parpública e à Pontegadea, a holding de Amancio Ortega, o dono da Zara, a quem o governo adquiriu as ações que lhe permitiram voltar à REN.

Em comunicado divulgado após a notícia do Correio da Manhã, que revelou a existência de referências a “comissões” na documentação remetida ao Tribunal de Contas, o governo acedeu agora identifica agora os assessores contratados: a Caixa Banco de Investimento e a sociedade de advogados Sérvulo e Associados.

Segundo as Finanças, as duas entidades prestaram assessoria financeira e jurídica à operação, não reconhecendo os pagamentos feitos, como comissões, embore confirme que houve participação remunerada de terceiros no processo.

O governo acrescenta ainda que dos cerca de 393 milhões de euros disponibilizados à Parpública para financiar a aquisição foram efetivamente pagos 389,8 milhões, ficando cerca de quatro milhões de euros por utilizar. A operação, garante o Ministério das Finanças, não tem impacto no saldo orçamental nem na dívida pública.

Recorde-se também que exatamente há uma semana, tal como o 24Horas noticiou, o Chega anunciou a intenção de questionar o governo sobre esse tema, mas também sobre outras duas vertentes particularmente sensíveis: a eventual utilização de informação privilegiada e a existência de conflitos de interesses entre responsáveis políticos, gestores públicos, assessores ou outras pessoas envolvidas na operação.