A extensão do Doclisboa 2025 regressa a Macau entre 5 e 19 de novembro, com a exibição de dez filmes que cruzam diferentes olhares sobre a sociedade, a memória e a identidade cultural. A programação foi anunciada esta terça-feira, dia 27, pelo Instituto Português do Oriente (IPOR).
A iniciativa reúne obras apresentadas no Doclisboa e no Festival Internacional de Curtas de Macau, procurando aproximar as cinematografias ocidental e oriental. Para a diretora do IPOR, Patrícia Quaresma, esta ligação permite enriquecer a oferta cultural e reafirmar a identidade de Macau.
A sessão inaugural, a 5 de novembro, inclui três curtas distinguidas no festival local: 'Voo Nupcial', de Chan Chon Sin, 'O Desenvolvimento de Macau', de Zhang Linliang, e 'Na Órbita Sem Ti', de Leong Hou Wang. Será também exibido 'Maneiras»' de António Sanmarful, dedicado a três edifícios emblemáticos projetados pelo arquiteto José Maneiras.
Entre os destaques está 'Explode São Paulo, Gil', da brasileira Maria Clara Escobar, que estará presente em Macau. O documentário acompanha uma mulher que sonha ser cantora e se muda para São Paulo, onde trabalha como doméstica.
A programação integra ainda 'As Estações', de Maureen Fazendeiro, uma viagem pela memória do Alentejo, e 'Bulanka', de Leonor Noivo, sobre a migração laboral de mulheres filipinas, tema particularmente relevante para Macau, onde reside uma numerosa comunidade das Filipinas.
Completam a seleção 'As Brigadas Revolucionárias na Luta Contra a Ditadura', de Luiz Gobern Lopes, 'O Riso e a Faca', de Pedro Pinho, e 'A Árvore do Conhecimento', de Eugène Green, uma fábula crítica sobre o turismo em Lisboa.

















