A Universidade de Coimbra (UC) e a Universidade Politécnica de Macau (UPM) deram mais um passo na cooperação científica entre Portugal e a China com a criação de um laboratório conjunto dedicado às Humanidades Digitais e às Ciências da Linguagem Aplicadas.
A nova estrutura pretende recorrer à tecnologia para preservar património cultural, estudar línguas e facilitar a comunicação entre os dois países.
O Laboratório Conjunto de Investigação em Humanidades Digitais e Ciências da Linguagem Aplicadas foi oficialmente inaugurado durante uma visita do reitor da UPM, Zhou Zhongrong, a Coimbra.
A aposta passa por utilizar ferramentas digitais, incluindo Inteligência Artificial, para trabalhar diferentes variantes do português e do chinês e desenvolver sistemas avançados de tradução entre as duas línguas.
Manuel Portela, diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra e um dos responsáveis pelo projeto, definiu quatro grandes pilares de atuação: investigação, infraestrutura, formação e cooperação. O laboratório deverá também trabalhar com especialistas de Informática da UC no processamento de linguagem e no treino de modelos em português europeu.
Zhou Zhongrong afirmou que a iniciativa pretende usar a tecnologia digital para revitalizar os recursos das ciências humanas e criar novas “pontes de comunicação” entre Portugal e a China. Já o reitor da UC, Amílcar Falcão, destacou a intenção de reforçar o intercâmbio de professores e estudantes e transformar os resultados científicos em aplicações concretas.
O projeto integra o futuro Campus Global Conjunto UPM-UCoimbra, previsto para Hengqin, junto a Macau, onde deverão ser desenvolvidos cursos conjuntos, incluindo licenciaturas, mestrados e doutoramentos com graus reconhecidos pelas duas instituições.

















