A Câmara Municipal de Espinho revelou que vai acabar com o sistema de partilha de bicicletas e trotinetes elétricas. A atitude surge depois de no ano de 2025 terem sido registadas 12 ocorrências com trotinetes, que resultaram em 17 feridos.
A partir desta sexta‑feira, 31, a empresa responsável pelo sistema de partilha de trotinetes e bicicletas deixa de poder operar no concelho de Espinho. A autarquia reforçou que a situação não tem impacto nos cidadãos que possuem trotinetes ou bicicletas elétricas próprias.
A decisão da autarquia motivou críticas da Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBI), que acusa o município de ignorar “o elefante na sala”, ou seja, a necessidade de apostar em soluções públicas de mobilidade suave.
Para a MUBI, um sistema de bicicletas partilhadas é essencial para garantir deslocações mais eficientes, económicas e socialmente justas, sobretudo em cidades onde o transporte público não cobre todas as necessidades. A associação defende que Espinho deveria avançar com um modelo público de partilha, em vez de recuar na oferta existente, sublinhando que estas soluções são fundamentais para reduzir dependência do automóvel e melhorar a qualidade de vida urbana.

















