António José Seguro, de 64 anos, defendeu esta sexta‑feira, dia 31, que os órgãos de soberania têm a responsabilidade de preservar a dignidade das instituições, apelando a que o inquérito do Ministério Público sobre as polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves (61), avance rapidamente.
Questionado pelos jornalistas, recordou que acompanha “com muita atenção” tudo o que se passa, mas intervém “no momento certo e no local adequado”.
António José Seguro, que falava em Marvão, no distrito de Portalegre, após uma receção nos Paços do Concelho, reforçou a necessidade de que a investigação conduzida pela Procuradoria‑Geral da República tenha conclusões céleres, sublinhando que a estabilidade institucional depende da atuação responsável de todos os titulares de cargos públicos.
Esta foi a primeira reação do chefe de Estado desde 17 de julho, quando tinha afirmado que estava atento às polémicas que envolvem o ministro, mas que só se pronunciaria quando considerasse oportuno. Agora, Seguro acrescenta que é essencial garantir que o processo decorra com rigor e que as instituições democráticas mantenham a sua credibilidade.

















