O empreiteiro responsável pelas obras na casa de Luís Neves afirmou que a construção da piscina foi feita “por iniciativa própria”, garantindo que não recebeu instruções diretas do proprietário. O caso está a ser analisado no âmbito das investigações sobre alegadas irregularidades na utilização de um atrelado e na realização de trabalhos que não terão sido devidamente autorizados.
Segundo o empreiteiro, a piscina foi incluída no projeto porque “achou que ficava mais engraçado”, admitindo ainda que não possui documentação relativa ao atrelado utilizado na obra, revela o Observador.
A obra da piscina foi realizada sem o licenciamento ou autorização da Câmara Municipal de Odemira, numa propriedade onde está a ser desenvolvido um projeto de alojamento local. Em conferência de imprensa, o ministro justificou que a sua intenção inicial era construir apenas um tanque de rega. Segundo o governante, a estrutura acabou por se transformar numa piscina "contra a sua vontade inicial" devido a alterações feitas pelo empreiteiro.
As declarações foram prestadas, pelo empreiteiro, no âmbito do processo que envolve o atual ministro da administração interna e que tem levantado dúvidas sobre a legalidade de alguns procedimentos associados à construção. O construtor explicou que parte do material e equipamentos usados não têm registo formal, justificando a ausência de documentos com o facto de ter recorrido a meios próprios e improvisados.
A situação está a ser avaliada pelas autoridades, que procuram esclarecer se houve violação de regras urbanísticas ou utilização indevida de recursos. O caso ganhou relevância pública devido ao cargo anteriormente ocupado por Luís Neves, aumentando o escrutínio sobre eventuais irregularidades nas obras realizadas na sua propriedade.

















