Paulo Lopo, antigo presidente da SAD do Estrela da Amadora, foi constituído arguido numa investigação do Ministério Público relacionada com a gestão do Leixões.
O empresário é suspeito dos crimes de abuso de confiança, fraude fiscal e branqueamento de capitais, segundo avança esta quinta-feira, dia 17, o Correio da Manhã.
O processo centra-se no período em que Lopo esteve ligado à SAD do clube de Matosinhos, cuja maioria do capital foi adquirida pelo empresário, em parceria com o grupo Onebiz, em novembro de 2016. As suspeitas recaem sobre a faturação ao Leixões de serviços através de empresas detidas pelo próprio Paulo Lopo.
De acordo com o jornal, no âmbito das diligências realizadas pelas autoridades, foram encontrados milhares de euros em dinheiro na residência do antigo dirigente. A investigação procura apurar se terão sido emitidas faturas relativas a serviços que não foram efetivamente prestados ou que terão sido faturados por valores superiores aos reais.
O nome de Paulo Lopo voltou recentemente à atualidade depois de ter deixado a liderança da SAD do Estrela da Amadora. Em agosto, foi anunciada a venda de 90% da sociedade desportiva a investidores alemães, numa operação avaliada em cerca de 40 milhões de euros. O empresário tinha assumido o projeto do clube tricolor em 2020 e acompanhou a sua recuperação desportiva até à Primeira Liga.

















