A Guarda Nacional Republicana (GNR) apreendeu mais de 13 mil produtos contrafeitos, entre 1 de maio e 5 de junho, relacionados com o Mundial 2026. O episódio decorreu no âmbito da operação 'Trademark 2026', de onde, também, foram constituídos 24 arguidos.

Num comunicado, citado pela Lusa, a GNR revela que "foram realizadas 48 ações de fiscalização, maioritariamente em feiras, mercados, estabelecimentos comerciais e outros locais de venda ao público, das quais resultou a apreensão de 13.360 artigos contrafeitos, em especial vestuário, calçado e acessórios desportivos, incluindo artigos alusivos a clubes e seleções nacionais".

De acordo com a mesma fonte, registaram-se "49 crimes no âmbito do código da propriedade industrial, 390 autos de contraordenação e a constituição de 24 arguidos".

Para a execução desta operação, foram empenhados 793 militares de diversas unidades da GNR, numa "atuação coordenada entre os comandos territoriais e a unidade de ação fiscal, que prestou apoio técnico e operacional no âmbito das suas competências específicas", lê-se no documento.

Os responsáveis da GNR alertam ainda que, num momento em que decorre o Mundial, "a aquisição de uma camisola, cachecol ou outro artigo contrafeito pode parecer uma opção de menor custo, mas contribui para circuitos comerciais paralelos, prejudica os agentes económicos legítimos, afeta a receita fiscal do Estado e retira garantias de qualidade, segurança e rastreabilidade aos consumidores".