O Governo aprovou a segunda fase de desenvolvimento do Amalia, o modelo de inteligência artificial português, com um investimento de 1,8 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A decisão consta de uma resolução do Conselho de Ministros publicada esta terça-feira, dia 15, no Diário da República, e prevê que esta etapa seja desenvolvida até ao final de 2026.

O Amalia (Assistente Multimodal Automático de Linguagem com Inteligência Artificial) é um modelo de linguagem de grande escala aberto, desenvolvido em Portugal e especialmente direcionado para o português europeu. A primeira versão foi lançada em julho, fruto de uma colaboração entre universidades públicas portuguesas, com financiamento e coordenação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE).

Nesta segunda fase, o Governo pretende continuar o treino e desenvolvimento do modelo, melhorar as capacidades relacionadas com imagem e voz e criar ferramentas que permitam integrar o Amalia em processos internos da Administração Pública e nos serviços prestados aos cidadãos. Um dos objetivos passa precisamente por utilizar a inteligência artificial para tornar mais eficiente o atendimento nos serviços públicos.

O projeto pretende ainda reforçar a presença do português europeu no desenvolvimento da inteligência artificial e preservar o património cultural, histórico, científico e literário nacional. Para isso, estão previstas colaborações com entidades como a Cinemateca Portuguesa, a Biblioteca Nacional de Portugal, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e a Museus e Monumentos de Portugal. O desenvolvimento do Amalia deverá prosseguir em 2027, de acordo com novas orientações técnicas e estratégicas a definir pelo Governo.