A administração da RTP justificou esta terça-feira, dia 14, o adiamento da assinatura da revisão do Acordo de Empresa, marcada inicialmente para esta semana, alegando que aguarda uma autorização expressa do Ministério das Finanças para concluir o processo. A posição surge depois de os sindicatos terem acusado o Conselho de Administração de incumprir o compromisso assumido nas negociações, denúncia avançada em exclusivo pelo 24Horas.
Em comunicado, o Conselho de Administração explica que foi informado pela Entidade do Tesouro e Finanças (ETF) de que a revisão do Acordo de Empresa depende de uma autorização específica da tutela financeira, não sendo suficiente a aprovação do ministério responsável pelo setor, como a empresa entendia durante o processo negocial.
Segundo a administração, também o Plano de Atividades e Orçamento, que permitirá suportar financeiramente os aumentos salariais acordados, continua sem aprovação por parte do Ministério das Finanças. Perante este cenário, o conselho de administração diz ter reforçado o pedido de autorização, que continua por conceder.
"Face a esta alteração de circunstâncias, o Conselho de Administração não teve outra solução senão a de adiar a assinatura do acordo com os sindicatos para o dia 5 de agosto", refere a RTP.
A administração assegura, contudo, que mantém o compromisso assumido com as estruturas representativas dos trabalhadores, garantindo que os aumentos salariais serão processados "assim que possível", após a aprovação da tutela financeira, com efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2026, conforme o entendimento alcançado nas negociações.
No comunicado, o Conselho de Administração lamenta o adiamento da formalização do acordo, mas reafirma o compromisso estabelecido com todos os sindicatos representativos dos trabalhadores da empresa.
A explicação surge após os sindicatos terem denunciado a quebra do acordado por parte da administração da RTP. Como o 24Horas revelou em exclusivo, as estruturas sindicais acusaram o conselho de administração de recuar no compromisso assumido, depois de ter sido adiada a assinatura da revisão do Acordo de Empresa, exigindo o cumprimento do calendário inicialmente definido.


















