O Governo, pela voz de Sebastião Bugalho, de 30 anos, anunciou que o trabalho adicional realizado pelos professores na correção dos exames nacionais será pago como horas extraordinárias.
A decisão, revelada este sábado, dia 11, surge depois de sucessivas falhas na nova plataforma digital de classificação terem provocado atrasos, interrupções e alterações ao calendário inicialmente previsto.
A tutela procura, desta forma, compensar os docentes obrigados a prolongar o trabalho para concluir a avaliação das provas. O processo, realizado pela primeira vez através de uma plataforma de correção digital, ficou marcado por graves dificuldades na distribuição dos exames, problemas de acesso ao sistema e períodos de indisponibilidade para manutenção.
Sindicatos e movimentos de professores classificaram a situação como uma "grave crise organizacional" e exigiram o apuramento de responsabilidades.
Os constrangimentos levaram o Ministério da Educação a prolongar a classificação até terça-feira,14, e a adiar a divulgação das notas da primeira fase para sexta, 17. A segunda fase também foi alterada, passando a arrancar a 20, com as provas agendadas entre os dias 21 e 24.

















