Várias escolas encerraram esta quinta-feira, dia 18, sobretudo na região Norte, devido à greve nacional da educação convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P.), que contesta o novo pacote laboral do Governo.

Num primeiro balanço, o sindicato indica que o impacto da paralisação é mais visível no Norte do País. “Neste momento sabemos que a norte há bastantes escolas a fechar, mas ainda não temos dados completos. Mas mais do que escolas fechadas, achamos que a greve marca uma posição de contestação ao Governo”, referiu à agência Lusa, Daniel Martins do S.T.O.P.

O representante sindical garantiu ainda que a greve não interferiu com a realização dos exames nacionais, esclarecendo que o pré-aviso não inclui o exame de Biologia e Geologia do ensino secundário, que decorreu às 9:30 desta quinta-feira.

A paralisação surge no contexto da discussão parlamentar do pacote de alterações laborais, agendada para esta quinta-feira, e que o sindicato considera lesiva para os trabalhadores e para o sistema de ensino. Daniel Martins sustenta que as medidas “irão agravar as condições de trabalho e, consequentemente, piorar a escola pública”.

O processo legislativo tem sido acompanhado de forte contestação sindical, tendo originado duas greves gerais recentes: uma em 11 de dezembro, com a participação conjunta da CGTP-IN e da UGT, e outra em 3 de junho, convocada pela CGTP.

Em cima da mesa estão várias mudanças ao regime laboral, entre as quais o alargamento dos contratos a prazo, alterações nas regras da amamentação, o regresso do banco de horas individual e a possibilidade de não reintegração de trabalhadores despedidos ilegalmente.

Sem acordo na concertação social, o diploma segue agora para discussão no Parlamento, onde está a ser debatido ainda nesta quinta-feira.