A Guarda vai candidatar-se a Capital Portuguesa da Cultura em 2028 para fazer da cidade um "espaço de criação, participação, identidade e desenvolvimento", anunciou esta quinta-feira, dia 23, a câmara municipal.

“Sob o conceito de cidade ‘guardiã’: guardiã da história, da memória e da identidade, mas aberta à modernidade e ao futuro, a candidatura propõe uma visão assente na relação entre tradição e inovação, afirmando-se como instrumento essencial para o desenvolvimento da política cultural do concelho e de todo o distrito da Guarda”, refere a autarquia.

“A candidatura parte da singularidade histórica, geográfica e cultural que define a cidade e o concelho como, simultaneamente, território de montanha e de fronteira, para construir uma visão cultural sólida, enraizada no município e projetada para a região e para o país”, continua o comunicado.

Segundo a Câmara, a candidatura a Capital Portuguesa da Cultura em 2028 é “um projeto estratégico que visa posicionar a Guarda como espaço de criação, participação, identidade e desenvolvimento”.

Com este projeto, o município pretende reforçar as condições de produção e criação artística a partir do território, envolvendo instituições, associações, criadores, agentes culturais e económicos, comunidades locais e parceiros nacionais e internacionais. A Guarda já tinha concorrido ao título de Capital Europeia da Cultura 2027, mas acabou excluída ainda na fase de pré‑seleção, em 2022, entre as quatro cidades portuguesas candidatas.