O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, de 58 anos, garantiu, esta segunda-feira, dia 18, que "não há nenhum problema com os EUA" e classificou como "inaceitável" a reação do Partido Socialista à polémica.
Em declarações aos jornalistas, o governante sublinhou que, em contexto de tensão internacional, a prioridade do Executivo é a estabilidade e a defesa dos interesses nacionais. "O Governo português, num momento de crise internacional, tem como grande preocupação a defesa de Portugal e dos portugueses. Não faz chicana política com crises internacionais."
Rangel considerou ainda que a posição do PS representa "um passo muito grave", insistindo na crítica ao posicionamento dos socialistas: "O que o PS disse é manifestamente inaceitável."
O ministro da AD apontou também críticas diretas ao secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, referindo que este terá sido previamente informado sobre o processo relacionado com a autorização das Lajes, nos Açores, tal como outras figuras políticas: "Não compreendo como é que o secretário-geral do PS, que foi consultado e informado previamente sobre a questão da autorização das Lajes (…), nem sequer fala disso. Ele conhece este assunto melhor que ninguém."
Segundo o ministro, essa auscultação terá ocorrido também junto de outros líderes da oposição e em audições parlamentares. "Foram consultados previamente, como, aliás, os deputados do PS na audição que houve, primeiro à porta aberta e depois à porta fechada", acrescentou.
Para Paulo Rangel, a crítica socialista não corresponde ao conhecimento prévio do processo, defendendo que a posição agora assumida pelo PS representa uma rutura com práticas anteriores do partido: "Eles conhecem pormenores sobre isto que explicam todas as questões. Portanto, vir fazer este tipo de atitude em rutura com aquilo que era tradição do PS é inaceitável."
Recorde-se que em causa estão as declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que disse que Portugal tinha dado autorização, sem questionar, para que os militares dos EUA usassem a Base das Lajes ainda antes da ofensiva ao Irão.

















