Sete municípios da província do Huambo atravessados pelo Corredor do Lobito querem aproveitar a linha ferroviária para aumentar a produção agrícola, melhorar o escoamento e colocar produtos não apenas noutras regiões de Angola, mas também nos mercados da República Democrática do Congo e da Zâmbia.

Chinjenje, Ucuma, Caála, Huambo, Longonjo, Chicala-Cholohanga e Cachiungo estão entre os municípios que procuram transformar a proximidade da ferrovia numa vantagem económica. Em Chinjenje, por exemplo, existe produção de banana, milho, feijão, batata-doce, batata-rena e hortícolas, além de potencial turístico. Já Longonjo combina a agricultura com oportunidades associadas às terras raras e beneficia de duas estações ferroviárias.

A estratégia passa também por aumentar a transformação local. Em Cachiungo, as autoridades defendem a instalação de unidades industriais que permitam acrescentar valor à produção antes do seu transporte para outros mercados.

O objectivo é fazer do Corredor do Lobito muito mais do que uma rota de transporte de minerais, transformando-o num eixo logístico para alimentos, produtos agro-industriais e novas cadeias de valor capazes de dinamizar a economia do Planalto Central.