O apoio à recandidatura de Gianni Infantino à presidência da FIFA para o mandato de 2027-2031 continua a perder força. Esta segunda-feira, dia 3, em pouco mais de quatro horas, Sérvia, Suécia, País de Gales e Inglaterra retiraram o apoio ao dirigente ítalo-suíço, num revés significativo a pouco mais de sete meses do prazo para a apresentação de candidaturas, que termina a 18 de novembro. A eleição está marcada para 18 de março de 2027.

A Federação de Futebol da Sérvia anunciou que reviu a posição assumida em maio, justificando a decisão com os "eventos que danificaram seriamente a reputação" da FIFA e do seu presidente. Em comunicado, defendeu que o futuro do futebol mundial deve assentar na transparência, no diálogo e no consenso entre as confederações e federações nacionais, concluindo que "uma nova liderança" é necessária para restaurar a credibilidade das instituições.

Mais contundente foi a Federação Sueca. O presidente Simon Astrom afirmou que o organismo "já não tem confiança na liderança de Gianni Infantino", apontando falhas recorrentes ao nível da governação, transparência e gestão. A Suécia anunciou ainda que irá trabalhar com a UEFA e outras federações para encontrar um candidato alternativo.

Horas antes, o País de Gales tinha sido a primeira federação a retirar publicamente o apoio ao presidente da FIFA, acusando-o de falhas de governação, liderança e capacidade de decisão. Pouco depois, a Sky News revelou que também a Federação Inglesa rompeu com Infantino, em protesto contra o projeto FIFA Forward Enterprise, subsidiária que abriria as operações comerciais da FIFA ao investimento privado.

As sucessivas deserções representam o mais sério abalo político enfrentado por Infantino nesta corrida e aumentam a pressão sobre a liderança do organismo máximo do futebol mundial.