Gianni Infantino, de 56 anos, está novamente no centro da polémica. O presidente da FIFA é alvo de uma investigação do The Telegraph que aponta para um alegado envolvimento amoroso com uma antiga funcionária da UEFA e para o pagamento de uma quantia superior a 100 mil euros para financiar os estudos da mulher, já depois de esta ter deixado a organização.

De acordo com a investigação do jornal britânico, os acontecimentos remontam ao período em que Infantino ocupava o cargo de secretário-geral da UEFA. A publicação sustenta, com base em relatos de antigos colegas e membros da direção da organização, que o atual líder da FIFA manteve uma relação com a funcionária, que, entretanto, terá sido promovida a cargos de maior responsabilidade.

O caso terá chegado ao conhecimento do então presidente da UEFA, Michel Platini (71). Segundo o The Telegraph, terá sido alcançado um acordo para a saída da funcionária, que incluiu uma compensação financeira e o pagamento de um curso numa escola de gestão.

A formação em causa terá tido um custo anual de cerca de 45 mil libras (aproximadamente 52,5 mil euros). No total, o apoio atribuído à mulher terá ultrapassado os 100 mil euros, segundo a investigação.

A publicação britânica afirma ainda que, depois da saída da UEFA, a mulher terá recebido ajuda para assumir uma função semelhante noutra organização ligada à área do futebol, alegadamente com intervenção de Infantino.

A UEFA confirmou que o pagamento referido na investigação foi efetivamente realizado, mas garantiu que o processo decorreu dentro das regras aplicáveis. A organização afirmou também que tinha conhecimento das alegações relacionadas com uma possível relação entre Infantino e a funcionária e que, posteriormente, reforçou as suas normas internas.

Infantino rejeita acusações e fala em "difamação"

O presidente da FIFA nega categoricamente as acusações. Através de um porta-voz, Infantino classificou as alegações como falsas e rejeitou qualquer comportamento impróprio durante o período em que trabalhou na UEFA.

"O presidente da FIFA, Gianni Infantino, nega veementemente estas alegações, que são categoricamente falsas", afirmou o porta-voz, acrescentando que qualquer sugestão de "conduta inadequada ou violação de estatutos ou regulamentos constitui difamação".

A mesma fonte garantiu ainda que nunca foi apresentada qualquer queixa formal contra Infantino por parte de funcionários da UEFA ou da FIFA: "Nenhum colaborador da UEFA e da FIFA apresentou alguma vez uma queixa relativa ao comportamento do Sr. Infantino, uma vez que nunca houve qualquer incidente em que ele estivesse envolvido."

O porta-voz acrescentou que todas as decisões relacionadas com funcionários, incluindo saídas e indemnizações, foram "sempre aprovadas pelos diretores competentes, em conformidade com todos os regulamentos aplicáveis".

A investigação surge numa altura particularmente delicada para Infantino, que procura manter a influência e a liderança à frente da FIFA. As novas alegações acrescentam pressão ao dirigente ítalo-suíço, que já tem sido alvo de críticas relacionadas com a gestão da principal entidade do futebol mundial.