O Presidente de Angola, João Lourenço, discursou esta terça-feira, em Nova Iorque, durante a abertura do debate geral da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

A intervenção surge um dia depois de o presidente do Conselho Europeu, António Costa, ter elogiado o "importante papel" de Angola na defesa da paz e da reconciliação no continente. Após o encontro com o chefe de Estado angolano, ontem, à margem da Assembleia Geral, Costa descreveu a reunião como "excelente" e felicitou João Lourenço pela liderança na União Africana enquanto defensor da paz e da reconciliação.

O tema tem marcado a agenda externa de Luanda nas últimas semanas. No final de agosto, a capital angolana acolheu a 21.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, dedicada ao reforço dos mecanismos de prevenção e resolução de conflitos em África. Na abertura, João Lourenço, Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África, defendeu que o objetivo de "Silenciar as Armas", inscrito na Agenda 2063, deve tornar-se uma prioridade política permanente da organização.

Segundo a diplomacia angolana, a presença na ONU serve para reafirmar o compromisso do país com a Carta das Nações Unidas, o diálogo, a paz e a segurança internacionais, a cooperação entre Estados e o desenvolvimento sustentável.

À margem dos trabalhos, a delegação angolana está a promover a candidatura da diplomata Josefa Sacko a diretora-geral da FAO para 2027–2031, que conta com o endosso da União Africana. O ministro das Relações Exteriores, Téte António, integra a comitiva.

João Lourenço partiu de Luanda no domingo. A 81.ª sessão decorre sob o lema "Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação" e é a última sob o mandato de António Guterres como secretário-geral.