A famosa jornalista americana da CNN Clarissa Ward, de 46 anos, partilhou a sua indignação com as longas filas no Aeroporto de Lisboa, devido ao novo sistema de entrada/saída (EES) das fronteiras da União Europeia (UE). A "maior fila" em que já esteve fez com que perdesse o seu voo, à semelhança do que aconteceu a milhares de outros passageiros.
O sistema novo requer verificação dos dados biométricos, destinada a todas as pessoas que não têm um passaporte pertencente à UE. Clarissa Ward denunciou as longas filas e o "caos" resultantes do sistema, através de um vídeo nas redes sociais: "Vi muitas pessoas idosas e famílias com crianças, pessoas que perderam ligações e voos, eu incluída."
Clarissa Ward contou também, com alguma ironia, que os funcionários do aeroporto deixaram os passageiros da TAP passar à frente na fila. "Todas as outras pessoa,? Boa sorte."
Em causa está o sistema EES que reúne dados biométricos de cidadãos não residentes na UE. Os dados ficam guardados por três anos a partir da data do primeiro registo. Há viajantes, porém, que afirmam terem sido obrigados a repetir o processo em várias viagens. As filas no Aeroporto de Lisboa intensificaram-se na semana passada, pelo que o Ministério da Administração Interna reconheceu "falhas pontuais dos sistemas informáticos, obras em curso em algumas áreas operacionais e o elevado volume de passageiros concentrados em curtos períodos de tempo".
Já a Comissão Europeia rejeita que o EES seja o problema, porque o registo dos dados deverá demorar pouco pouco mais de um minuto.

















