A direção dos centros distritais da Segurança Social sofreu uma mudança profunda desde a entrada em funções do primeiro Governo de Luís Montenegro. Segundo o Observador, quando o Executivo da AD tomou posse, 15 dos 18 diretores distritais tinham ligações conhecidas ao PS, enquanto os três restantes não apresentavam filiação partidária conhecida.
Dois anos depois das primeiras alterações promovidas pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, liderado por Maria do Rosário Palma Ramalho, o panorama político da estrutura dirigente inverteu-se. Atualmente, 15 dos 18 diretores distritais têm ligações conhecidas ao PSD, mantendo-se apenas três responsáveis sem proximidade partidária identificada.
A mudança representa uma inversão quase total da distribuição de afinidades políticas na liderança dos centros distritais da Segurança Social, um dos principais organismos da administração pública responsável pela gestão de prestações sociais e pelo atendimento aos cidadãos.
As substituições ocorreram de forma faseada ao longo dos últimos dois anos, acompanhando a renovação de cargos de direção promovida pelo Governo. O jornal sublinha que o número de dirigentes sem ligações partidárias conhecidas permaneceu inalterado, alterando-se apenas a predominância política entre os responsáveis nomeados para os cargos de direção distrital.

















