Portugal é um dos países da zona euro onde mais pessoas fazem compras em plataformas chinesas de comércio eletrónico. Os preços baixos e a grande variedade de produtos continuam a conquistar os consumidores portugueses.
Um estudo divulgado pelo Banco Central Europeu (BCE) revela que mais de 70% dos consumidores portugueses compram em plataformas como a Temu, Shein e AliExpress.
Segundo a instituição, as famílias com rendimentos mais baixos são as que mais recorrem a estas lojas online, sobretudo devido aos preços reduzidos, embora também sejam utilizadas por consumidores com rendimentos mais elevados.
O BCE destaca que o preço continua a ser o principal motivo para estas compras, numa altura em que muitas famílias procuram formas de poupar no orçamento. A diversidade de produtos disponíveis é outro dos fatores mais valorizados.
A maioria das encomendas é de baixo valor: cerca de dois terços não ultrapassam os 25 euros e quase 90% ficam abaixo dos 50 euros. Vestuário, artigos para o lar e outros bens de consumo estão entre os produtos mais procurados.
Apesar da popularidade destas plataformas, o BCE refere que alguns consumidores continuam a manifestar preocupações com a qualidade dos produtos, a proteção dos dados pessoais, a segurança dos pagamentos e o impacto ambiental associado ao transporte de mercadorias.
Desde 1 de julho, a União Europeia deixou também de aplicar a isenção de direitos aduaneiros às encomendas provenientes da China até 150 euros, passando a cobrar uma taxa transitória de três euros por categoria de mercadoria.

















