A Galp adiou para o segundo semestre a conclusão da fusão parcial com a espanhola Moeve, garantindo que as negociações “continuam a progredir de forma construtiva” e que todas as partes estão empenhadas em fechar um acordo que gere “valor estratégico e financeiro significativo”. A petrolífera prevê assinar um “acordo potencial” na segunda metade do ano.
A empresa sublinha que o objetivo é assegurar que a operação cria valor de longo prazo, com um enquadramento financeiro, operacional e de governação adequado ao novo negócio.
Paralelamente, a Galp revelou que a sua margem de refinação disparou 175% no segundo trimestre face ao período homólogo, impulsionada pela valorização dos mercados internacionais durante o conflito no Médio Oriente. Em comparação com o trimestre anterior, a margem cresceu 14%.
O preço do Brent subiu mais de 50% face a 2025, aproximando‑se dos 104 dólares por barril, o que ajudou a reforçar os resultados operacionais. A produção da Galp aumentou 12%, para 127 mil barris diários, e o volume de matéria‑prima processada cresceu 7%, para 21,1 milhões de barris.
Já o fornecimento de produtos petrolíferos caiu 5%, tal como as vendas no retalho. Em contrapartida, as vendas de gás subiram 11% e as de eletricidade 21%. Nas renováveis, a capacidade instalada aumentou 40%, atingindo 2,3 GW, com a eletricidade verde vendida a crescer 12%.
A Galp divulgará os resultados financeiros do trimestre a 27 de julho.

















