Um dos jovens investigados pela morte do cão comunitário Orelha quebrou o silêncio e afirmou que não está preocupado com a possibilidade de ser criada uma comissão parlamentar de inquérito para reavaliar o caso.

Num vídeo publicado nas redes sociais, o jovem disse que sempre quis que a verdade viesse a público e garantiu que uma eventual CPI apenas reforçaria a conclusão das autoridades. Durante o desabafo, afirmou ainda que permaneceu em silêncio por respeito ao processo judicial e lamentou ter sido alvo de acusações e insultos nas redes sociais.

O caso foi arquivado pela Justiça de Santa Catarina em maio, depois de o Ministério Público concluir que não existiam provas suficientes para responsabilizar os adolescentes inicialmente investigados. A decisão baseou-se em análises técnicas que apontaram para um quadro clínico pré-existente do animal, sem elementos que confirmassem que a morte tenha resultado de agressões recentes.

Entretanto, a polémica continua. Apesar de terem sido recolhidas assinaturas para a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, a iniciativa perdeu apoio e acabou por não avançar.