Depois da expansão mundial da cosmética sul-coreana, uma nova tendência começa a conquistar os consumidores: o 'K-wellness'. O conceito combina medicina tradicional, alimentação, tratamentos de beleza, inteligência artificial e dispositivos conectados, com o objetivo de alcançar um maior equilíbrio entre corpo e mente.
A abordagem recupera práticas antigas, como o 'hanbang', sistema medicinal coreano que valoriza a prevenção e a harmonia do organismo. Alimentos fermentados, entre os quais o kimchi e o doenjang, ocupam um lugar central, ao lado de técnicas inspiradas na acupunctura, terapias em florestas e banhos quentes e frios com dimensão social.
A tradição surge agora acompanhada pela tecnologia. Diagnósticos de pele apoiados por inteligência artificial, aplicações de acompanhamento da saúde, análises personalizadas e equipamentos conectados prometem tratamentos adaptados a cada utilizador. Algumas lojas oferecem bebidas funcionais, máscaras para os olhos e tapetes vibratórios que dizem reproduzir, em cinco minutos, os benefícios de milhares de passos.
Especialistas acreditam que o fenómeno poderá ter uma implantação mais lenta do que a cosmética coreana, mas também mais duradoura. O sector procura responder a consumidores que já não perguntam apenas qual é o produto mais eficaz, mas de que forma podem cuidar simultaneamente da aparência e da saúde mental.

















