Lídia Jorge, de 80 anos, foi distinguida com o Prémio Camões 2026, a mais importante distinção literária da língua portuguesa. O anúncio foi feito esta quinta-feira, dia 2, pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto.

O galardão, que reconhece o conjunto da obra de um autor de língua portuguesa, tem um valor de 100 mil euros. A decisão foi tomada por um júri internacional composto pelos portugueses Ana Mafalda Leite (69) e José Carlos Seabra Pereira (71), pelos brasileiros Lúcia Santaella (81) e José Ribamar Bessa Freire (79), pelo angolano Lopito Feijó (62) e pela guineense Odete Semedo (66). A reunião decorreu por videoconferência e o resultado foi divulgado em comunicado.

Natural de Boliqueime, no Algarve, Lídia Jorge nasceu em 1946 e é considerada uma das mais importantes vozes da literatura portuguesa contemporânea. Entre as suas obras mais marcantes destacam-se ‘O Dia dos Prodígios’ (1979), ‘Notícia da Cidade Silvestre’ (1984), ‘A Costa dos Murmúrios’ (1988) e ‘O Vento Assobiando nas Gruas’ (2002).

O seu romance mais recente, ‘Misericórdia’, arrecadou vários prémios, entre os quais o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio Literário Fernando Namora e o Prémio Médicis Étranger. Em abril deste ano publicou ainda ‘O Céu Cairá Sobre Nós – 30 Crónicas e 1 Discurso’. Em Portugal, a sua obra é editada pela Dom Quixote.

Ao longo da carreira, a escritora foi distinguida com diversos prémios de prestígio, entre os quais o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas, em 2020, e o Prémio Pessoa, atribuído no ano passado.