A Galeria Apollo, no Museu do Louvre, em Paris, voltou esta terça-feira, 21, a receber visitantes, nove meses depois do assalto que resultou no roubo das históricas Joias da Coroa francesa e provocou uma das maiores crises de segurança da instituição.

Apesar da reabertura, as joias roubadas continuam desaparecidas, embora os alegados autores do crime já tenham sido detidos. O espaço deixou também de exibir as restantes peças de elevado valor, passando agora a dar destaque às pinturas e decorações históricas da sala.

O assalto aconteceu na manhã de 19 de outubro de 2025 e durou cerca de sete minutos. Quatro homens entraram no museu através de uma janela voltada para o rio Sena, utilizando motas, um elevador de carga e uma serra circular para aceder ao interior da galeria.

No total, foram roubadas oito peças, entre colares, tiaras, relicários e pregadeiras com pedras preciosas. O valor do roubo foi estimado em cerca de 88 milhões de euros, embora o valor histórico das joias seja considerado incalculável.

A reabertura acontece já com um forte reforço das medidas de segurança. Foram instaladas grades nas janelas, melhorado o sistema de videovigilância e criada uma esquadra móvel dentro do museu. As joias que escaparam ao assalto, incluindo a histórica coroa da Imperatriz Eugénia, serão transferidas para uma nova sala de alta segurança, sem janelas, onde ficarão mais protegidas.

O mediático roubo levou ainda o Louvre a acelerar um vasto plano de modernização, que prevê novas entradas, melhorias estruturais e até um novo espaço dedicado à icónica Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, no âmbito do projeto 'Louvre Nouvelle Renaissance'.

Assaltantes a abandonarem o museu do Louvre, em Paris X @maisumcarneiro